quarta-feira, setembro 20, 2006

Não é aceitável

Estava ontem sossegado a ver TV, quando me entra pelo olho dentro um Spot publicitário com criancinhas. E quem não se derrete a ver criancinhas nos anúncios. Efectivamente este Spot tem impacto, as crianças muito bonitinhas vão entrando num avião, vão-se sentando ordeiramente. Alegria! Vão viajar. Acontece que esta viajem não tem regresso, alegoria ao "vão para o céu". O efeito é bombástico, quando a voz off nos diz que este é o número de crianças que morreu, no ano anterior, na estrada, vitima da alta velocidade.
Ok.
Muitos parabéns ao MAI por esta campanha e por quem a imaginou (Vá-se lá saber se estamos perante mais um caso Vara, mas isso não interessa nada).

Agora o choque, então não é que este Spot tem o patrocínio da galp, sim a galp um dos responsáveis pela morte dessas mesmas crianças. É inaceitável que uma empresa que sem necessidade absolutamente nenhuma (à parte da comercial, óbvio), vende um produto para pôr os carros a andar mais (como que se eles já andassem pouco), e tem esta atitude supostamente cívica para limpeza da imagem. Esta é, como a prostituta que depois dos actos, vai lavá-la com água benta. Assim fica livre de pecados.
Valha-nos Deus senhores, patrocinem o que quer que queiram, mas esta é demais

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quarta-feira, setembro 06, 2006

O casamento



Estive este fim de semana num casamento. Ainda por cima estive numa posição privilegiada, pois conseguia ter uma vista ampla de toda a sala. É bom haver casamentos. Como diria alguém: "Todos nós de alguma forma, deveríamos ter uma festa assim, faz bem ao ego". Ter dezenas (ou centenas) de amigos e familiares a testemunhar uma alegria pessoal é bom e faz bem.
Religioso ou civil? Religioso claro. O civil é apenas cívico. Ok! Juntamo-nos e agora obedecemos às regras do direito da família e sucessões, mas se quisermos também temos civicamente a possibilidade de divórcio. O religioso, não. Além da responsabilidade cívica temos a moral, a construção e preservação de uma família para sempre: "Até que a morte nos separe" ou "Não separe o homem o que deus uniu".
Tretas!! Talvez. A prática mostra-nos casos completamente opostos a esta realidade/utopia. Sim, eu sei. Mas o princípio é que conta juntamente com a predisposição de cada um perante este acontecimento. Os que se juntam com o interesse em construir uma família (com ou sem filhos) para a vida, constroem a vida em comum, têm na minha opinião um casamento religioso. Pois sem o formalismo, respeitam os pressupostos religiosos. E isso é bom.

sexta-feira, setembro 01, 2006

O independente acabou.
O quê, só agora? E eu a pensar que ele tinha acabado vai para vários anos. Adorava aqueles títulos, houve vezes que o comprei só por causa disso. E as escritas do MEC o tipo era fantástico, hoje não oiço falar dele, a última vez que ouvi, foi que tinha duas gémeas. Aliás, eu acho que tenho visto a imagem dele com ar desportiscontraido algures num jornal que folheio, tentei ler a primeira vez que o vi mas, aquilo não é o que era (prometo tentar ler a próxima pode ser que afinal ainda esteja afinado e a que eu li tenha sido a excepção). Sou mais adepto de gente nova do tipo pluma caprichosa.
Voltando ao Ind. E o nosso Paulo dos Mercados, aquilo é que era vê-lo a armar barracas com os outros políticos todos, fantástico!! Tantas armou que acabou por ser armado também ele. Pelo menos fez histórias nestas questões de desmistificar os poderes instalados em alicerces de areia.
Dois ex-colaboradores do Indi, ao comentar a frase final "Ponto Final", um dizia que seria mais adequado "Basta" o outro "Até já". Por mim, pode ser qqcoisa entre as três.